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Universo Inconsequente

"Assim como o universo somos inconstantes e infinitos a serem descobertos."

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O Medo

assinatura maykon

Quando o Amor toca…

A vida vem desbravando-se bem diante aos meus olhos. E neste percurso vou reverenciando o horizonte, digno de contemplação. Captando minudências para aprender a cada aurora ser melhor do que ontem.

Havia um tempo que tentei insistentemente fugir de mim mesma, mas foi uma tentativa vazia. Não havia mais como retornar. O futuro dependia do encontro com o meu espelho invertido. Muitas foram às desculpas para evitar o encontro, mas tudo foi em vão.

Há quem diga que sou frágil demais, quieta demais, miúda demais. Mas eu digo que a minha força mora no meu excesso de sensibilidade. Desfaço-me dos falsos versos que não me descrevem, cada vez que rasgo o verbo. Refaço-me inteira quando sou prosa sem rascunho e sem esboço. Sou sentimento sem razão nenhuma. Sou por dentro e por fora simultaneamente.

Há o dobro de alegrias minando as minhas tristezas. Há um infinito de plurais dentro do meu singular. Sou como um olhar de uma criança ao conhecer o mundo e suas formas; com a curiosidade que salta aos olhos e a destreza do agir. Sou tanta coisa que pode não significar nada de concreto. Sou a simplicidade que pode ser definida em uma única palavra. Sou certeza que se desarruma quando o amor me toca.

Porque quando o amor me toca, eu esqueço que sou gente – do tipo que se endurece quando se aborrece, se atrapalha quando falha, se confunde quando erra – e me transformo em flor, colorida e perfumada, chamada poesia. Amor é o meu conteúdo e o meu significado. E poesia, a minha lente de enxergar levezas, quando tudo em volta já não é tão bonito visto aos olhos.

Saio decidida a mudar, mesmo que o medo do autoconhecimento possa vir visitar-me de vez em quando. A verdade me revela e faz-me enxergar o caminho da libertação através do pensamento expresso em palavras escritas, nas linhas estreitas de minha emoção. Começo a traduzir a realidade com a sensibilidade que já não cabe mais em mim e transborda. Daí em diante, observo minha alma transitar pelos percursos sinuosos, conforme a vontade do meu coração – Livre, como deve ser o voo de um pássaro que vai para onde quer, quando quer, sem se preocupar com o tempo, somente apreciando meticulosamente a paisagem.

Universalize seu pensamento!

assinatura bel

Reticências do viver

É que a vida é feita de surpresas onde sua missão será seu maior ato de coragem. É que se aprende com o tempo que a felicidade vibra na frequência das coisas mais simples. Vai muito além do apenas existir. Alguns momentos podem durar tão pouco e ficar na sua memória por muito tempo, algumas pessoas podem passar tão rapidamente em sua vida como um sopro e ser considerada infinita em seu coração. Imagino um dia em que todas as pessoas tomassem consciência que a felicidade mora logo ao lado, bem mais perto do que imaginamos estar. Que a sentisse nem que seja só por um segundo, para ter a oportunidade de viver o que realmente deseja e acreditar que sonhos não são bobagens. Em algumas das vezes você perceberá que as aparências enganam e você pode sofrer muito com isso, e pode crer o quão a vida é verdadeira contigo e te mostrar o que é valido ou não permanecer nela. O tempo é uma coisa que não permite voltar a trás, então só se arrependa do que você não fez, aproveite cada instante da vida pra ficar guardado eternamente em sua memória e principalmente em seu coração.

Universalize seu pensamento!

logo ui colorida

Só sei sentir

Hoje eu não sei dizer.

Só sei sentir.

“Há dias em que as palavras não são capazes de traduzir o sentimento. Bom mesmo é ser compreendido, mesmo quando não sabemos dizer… Amar é uma forma de crer em silêncio.”  

(Pe. Fábio de Melo)

 

A Coragem para ser Feliz

 

Continuamos a perder muitas coisas na vida só por causa da falta de coragem. Na verdade, nenhum esforço é necessário para conquistar – só é preciso coragem – e as coisas começarão a vir até você, em vez de você ir atrás delas. 

Pelo menos no mundo interior é assim. 
E, para mim, ser feliz é a maior coragem. 

(Osho)

A melhor parte de mim

Foto: “E existem aquelas pessoas, que por mais distantes que estejam ainda continuam perto…”

Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim…

 

Tempo perdido?

 

O tempo que perco sorrindo é o tempo que mais ganho no mundo.
Ainda não consigo achar que o tempo ao lado de quem nos faz bem seja tempo perdido.
Mesmo sabendo que no elenco da vida alguns artistas só farão pequenas participações, não consigo me privar dessas aparições.
Elenco fixo da vida só mesmo os que nos colocam para atuar. De resto, a minha peça é escrita dia a dia, e a única certeza é que tudo pode ser.
Finais certinhos, amarradinhos não cabem numa vida de verdade. O bom é fazer a história dia a dia, “perdendo” o nosso precioso tempo com aquilo e aqueles que não sabemos se farão parte até o último capítulo, mas que fazem uma diferença enorme para que nossa atuação seja carregada daquela sensação: “Tô viva!”

O paradoxo poder da escrita

 
É engraçado como as palavras libertam e aprisionam, e isso, todo mundo já sabe, mas é engraçado também, e estranho como a gente se encontra nas palavras alheias. Como se as palavras transcritas por outros fossem muitas vezes o grito preso na garganta que não encontrou a voz que queríamos dar. Nos encontramos lendo textos alheios. Nos perdemos nas palavras pra nos encontrarmos conosco.
O ser humano precisa falar, expor de alguma forma o que incomoda ou agrada. E na falta de conseguir colocar em palavras o que lhe vai no íntimo, lê com a ânsia de uma esponja seca em um recipiente molhado.
Os pais leem para os filhos encontrarem o sono, as professoras para os alunos encontrarem o mundo. E nós pra aprendermos da vida, ou lembrar que é preciso desaprender.
Eu leio e escrevo pra não me perder e pra me perder pra poder me achar.
A escrita é o grito da sanidade em tempos de loucura, a voz da revolta em tempos de crise, a calmaria da alma em tempos de tormenta. É o amor em tempos de romance, a expressão da lágrima em tempos de angústia. O grito da alegria em tempos de festa. A  libertação quase extrema da alma humana em tempos de solidão.
Quando aprendi juntar letrinha por letrinha, descobri o mundo. Quando passei usá-las, o mundo, meu mundo, descobriu a mim.
Há quem escreva pra viver. Eu escrevo pra não morrer e uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Correr riscos é ser livre

Rir é correr risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre.

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