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Universo Inconsequente

"Assim como o universo somos inconstantes e infinitos a serem descobertos."

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Vida

“… Leve a vida com um pouco mais de calma. Deixe que o instinto mais puro te mostre o caminho.” [Charlie Brown Jr]
Aqui reúne todos os posts relacionados à Vida. Confira!

Do casulo às asas… Eis a transformação!

O desafio que você tem hoje diante do seu horizonte por acaso lhe parece algo intransponível? Você não consegue ou não quer?  Já tentou e desistiu ou desistiu porque nunca tentou realmente? Entre a vitória conquistada e o caminho percorrido, o que é mais valioso? Imagine agora, apenas por alguns momentos, que você já superou esses desafios. Qual o sentimento que te traduz após esta reflexão?

Pois bem, independentemente das suas respostas quero lhe dizer algumas coisas, lhe fazendo refletir um pouco mais…

Quando nos dedicamos com o coração à busca do autoconhecimento é inevitável que chegue um instante em que algumas inverdades que contávamos para nós mesmos passem a não funcionar mais. Os disfarces até então utilizados para fortalecer o nosso autoengano já não nos servem. Inábeis com a paisagem aos poucos revelada, às vezes ainda tentamos nos apegar a alguma coisa que possa encobrir a nossa lucidez, tentativas em vão. Impossível devolver a linha ao novelo depois que a consciência já teceu novos caminhos. Existem portas que se desmancham após serem atravessadas, como sonhos que se dissolvem ao acordarmos. Não há como retornar ao lugar onde a nossa vida dormia antes de cruzá-las. Da estreiteza à expansão. Da semente à flor. Do casulo às asas, nos ensinam as borboletas.

Interessante! Porque o ciclo da borboleta nos faz refletir a uma ousada comparação com as fases da vida. Pense comigo…

O destino da lagarta é virar borboleta, é evoluir. Essa metamorfose é bem dolorosa para a borboleta, não pelo processo em si, uma vez que a lagarta “morre” para si mesma, vivendo enclausurada em seu casulo, mas sim na hora em que o mesmo se abre. O esforço é grande para rasgá-lo, e mais tarde, outro esforço é exigido, quando as asas precisam ser estendidas para que sequem totalmente. Transformar-se então, é se esforçar. Esforçar-se para deixar aquilo que já não serve mais e partir para um novo patamar. Haverá perda, mas em contrapartida, ganhos surgirão. É inevitável, é o curso da vida. O rio flui. A metamorfose inicia quando a lagarta não encontra motivos para estar ali, é quando o seu rastejo se torna pesado… Tão limitado. É a hora da transformação… Surge então a leve e colorida borboleta, que não conhece limitações. Voa rápido por entre as flores em um jardim, ávida pelo néctar, energizada pelos raios de sol. Irradia vida!

Evoluir como pessoa requer coragem, mas não me refiro a de transformar-se, porque isso é totalmente natural, afinal vivemos abrindo e fechando ciclos em nossa vida. Falo da coragem de olhar para dentro de si e reconhecer: “Sou lagarta.” A partir daí, o casulo já não é visto como uma prisão ou um túmulo, mas como um portal, que dá passagem para um mundo novo, visto de cima. Enxergando a vida como uma grande ponte para o autoconhecimento, constando em mente que o passado já foi; o presente é agora, e o futuro é incerto. Aja, reaja, lute e viva cada instante! Seja generoso sempre, com o próximo e principalmente consigo mesmo. Permita-se ser diferente. Reinvente-se!  Saiba reconhecer suas miudezas porque será delas que virá a transformação das preciosidades oriundas do seu coração. A ação modifica, a reação impulsiona e a vida percorre os caminhos sinuosos dos ventos, sejam eles contrários ou não.  E o tempo? Ah… Esse sim é senhor de si mesmo e não pára esperando que você conserte tudo. Ele é implacável. Entretanto, sempre há tempo quando a vontade é vinda do nosso coração.

A vida é uma obra maravilhosa que necessita ser decorada todos os dias. Use as cores e formas disponíveis da sua paleta chamada coração. Faça de um dia opaco, prefácio de uma garoa ensolarada com um estupendo arco íris para se admirar.

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A gratidão reside em mim

Ela chegou e repousou ao meu lado. A princípio, não me disse nada, só me olhou com aquele olhar todo cheio de carinho. Retribui seu olhar afetuoso e sorri levemente. Ela pegou-me pela mão e levou-me para janela e mesmo sendo a mesma janela que dia após dia eu olhava, não foi o cenário de sempre que vi. Vi céu azul alegre. Vi o vento tirando nuvens devaneadas para dançar. Senti o frio aprazível tocando suavemente minha face. — Suspirei e sorri novamente, agora com os olhos fechados. Senti um arrepio percorrer todo meu corpo!

Ela esperou-me contemplar aquela cena durante algum tempo e depois me pegou pela mão novamente e me levou para porta de casa, lá eu vi o céu azul novamente e cores quase irritantes de tão lindas e vivas. Ela permaneceu calada, só olhou pra mim novamente, beijou minha testa e antes de esvair-se para dentro de mim, sussurrou docemente ao meu ouvido: — Agora, somos Uma! Bastou. Sorri inteiro e tranquilo.

Dei o primeiro passo para o exterior da casa e lembrei-me da vida e de tanta gente que às vezes, só precisa de um sorriso para florir. Deixei a água do “tudo passa” me lavar e levar o que precisava ser levado. Aceitei e abracei o novo tempo que já estava aqui. Grata sou por tudo que vivi!

Ela me ensinou a ser grata. Talvez seja esse mesmo o sentido da vida: Agradecer as oportunidades; a saúde em dia; aquela segunda chance; um abraço; a presença da família; um pôr do sol bonito e até mesmo os ventos contrários que se converteram em aprendizados.

Ela me mostrou que agradecer também é oração. É contar para o cara lá de cima que ele te faz bem, mesmo colocando em nossos caminhos aquelas missões difíceis. Somos abençoados demais para reclamar. Mais bonito do que pedir, é agradecer de peito aberto e sorriso no rosto. Agradeço pela vida. Pelo sorriso. Pelo dom da gratidão.

Descobri que gratidão é ter a certeza de um coração tranquilo… Dentro deste coração manso reside um sentimento grato por ter encontrado nos braços abertos de alguém, o aconchego de um abraço espontâneo, de uma palavra amiga que renova a esperança. E na esperança, a alegria na alma e a leveza nos passos – até no descompasso.

Gratidão é sinônimo de viver bem; É ter a palavra certa mesmo quando tudo gira em torno da hora errada. É deixar o desassossego adormecer de tanto cansaço e o medo ir embora por pura covardia. É permanecer por insistência; não desistir de sorrir e descruzar os braços da resistência para ser, enfim, a paz que conforta.

Universalize seu pensamento!

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O Universo Inconsequente/Infinitos Trezeais é a nossa gratidão ao mundo. Continuaremos nesta trajetória de ir além, acreditando e pregando que pequenos gestos têm mais valor que qualquer bem tangível. O maior valor encontra-se dentro do seu próprio peito e que a vida é uma só e deve ser vivida intensamente.

Sinônimo de coletividade: Assim tornamos e somos. Com vocês! Com os nossos Inconsequentes aprendemos a chegar a lugares que jamais pensaríamos em chegar. Números e acessos não significam, nem significarão nada perante o que fazemos quando concentramos toda a força do nosso coração; publicando aquilo que gostamos traduzidos em inspirações diárias e doses de amor compartilhadas aqui neste Universo, que é nosso!

Gratidão a todos que veio até nós, seja por um sorriso generoso, uma palavra sincera e/ou por um comentário motivador. Àqueles que nos acolheu e fez-nos descobrir o verdadeiro conceito de gratidão, o nosso mais sincero e afetuoso agradecimento. A vocês, brindemos GRATIDÃO!

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Quando o Amor toca…

A vida vem desbravando-se bem diante aos meus olhos. E neste percurso vou reverenciando o horizonte, digno de contemplação. Captando minudências para aprender a cada aurora ser melhor do que ontem.

Havia um tempo que tentei insistentemente fugir de mim mesma, mas foi uma tentativa vazia. Não havia mais como retornar. O futuro dependia do encontro com o meu espelho invertido. Muitas foram às desculpas para evitar o encontro, mas tudo foi em vão.

Há quem diga que sou frágil demais, quieta demais, miúda demais. Mas eu digo que a minha força mora no meu excesso de sensibilidade. Desfaço-me dos falsos versos que não me descrevem, cada vez que rasgo o verbo. Refaço-me inteira quando sou prosa sem rascunho e sem esboço. Sou sentimento sem razão nenhuma. Sou por dentro e por fora simultaneamente.

Há o dobro de alegrias minando as minhas tristezas. Há um infinito de plurais dentro do meu singular. Sou como um olhar de uma criança ao conhecer o mundo e suas formas; com a curiosidade que salta aos olhos e a destreza do agir. Sou tanta coisa que pode não significar nada de concreto. Sou a simplicidade que pode ser definida em uma única palavra. Sou certeza que se desarruma quando o amor me toca.

Porque quando o amor me toca, eu esqueço que sou gente – do tipo que se endurece quando se aborrece, se atrapalha quando falha, se confunde quando erra – e me transformo em flor, colorida e perfumada, chamada poesia. Amor é o meu conteúdo e o meu significado. E poesia, a minha lente de enxergar levezas, quando tudo em volta já não é tão bonito visto aos olhos.

Saio decidida a mudar, mesmo que o medo do autoconhecimento possa vir visitar-me de vez em quando. A verdade me revela e faz-me enxergar o caminho da libertação através do pensamento expresso em palavras escritas, nas linhas estreitas de minha emoção. Começo a traduzir a realidade com a sensibilidade que já não cabe mais em mim e transborda. Daí em diante, observo minha alma transitar pelos percursos sinuosos, conforme a vontade do meu coração – Livre, como deve ser o voo de um pássaro que vai para onde quer, quando quer, sem se preocupar com o tempo, somente apreciando meticulosamente a paisagem.

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Ousando o Sentir!

Depois de muito circular entre um questionamento e outro, com a alma aliviada respiro por ter a destreza necessária para aprender com a vida a façanha de trazer meus sentimentos à baila. Tenho por eles um inestimável apreço; vivo por eles sem medo ou vergonha; sinto-os percorrendo suavemente o caminho de minhas veias. Eles necessitam ser tocados; vivenciados com intensidade; transformados em realidade e abraçados com verdade.

Aprende que a vida ensina o valor de cada coisa, selecionando o lado bom e o ruim das emoções vivenciadas. Aprende a não desperdiçar nenhum instante de ternura e abraçar com coragem, tudo aquilo que derrama sobre a nossa vivência. Que reciclar decepções e transformar os sentimentos é bom; que tocar a vida para sentir a sua textura delicada, produz na alma um encantamento sutil diante das verdadeiras possibilidades; um encantamento que confere a minha existência efêmera, um pouco mais de sabedoria. Sabedoria para não ser mais surpreendida, quando algo é oferecido como um estranho ato de generosidade.

Não é fácil ser inteiro diante de circunstâncias adversas, eu sei… Mas é que sonho com um mundo onde se tenha mais coragem, mais humanidade, mais aceitação, mais paz, mais igualdade. Um sonho onde a hipocrisia é o passarinho feio que canta do lado de fora da janela, olhando a baderna feliz, mas sem coragem de mudar o canto para entrar. Sonho também com o amor mais declarado. Amor transbordado. De gente pra gente. Amor com felicidade, pelo simples ato de amar e ser amado por ser quem somos, e somente.

Não desejo menos impulso, talvez até devesse, mas penso que é exatamente esse impulso que nos revela; e leva alguém a nos amar. E digo mais: Arrisco que é no momento de erro que conseguimos acertar, aquele acerto em cheio que nos convoca a uma verdadeira revolução interna. Por isso não o excluiria, mas ressalvo… O diminuiria a passo pequeno, discreto e leve como o de uma bailarina; sem agigantar sua miudeza, tampouco ocultar sua preciosidade.

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Quando a paz chegou…

Ela hoje amanheceu sol. Sol que brilha intenso, que sabe ser sereno; que ilumina palavras, cala verbos e faz falar coração mudo. Amanheceu sol porque ao abrir os olhos viu uma imagem refletida ali, bem a sua frente. Viu Você, Paz! Você que agora habita dentro dela e percorre os espaços de afeto, a olhando por inteiro, tentando descobrir o caminho impenetrável das suas incertezas.

Você que usa a ternura para mergulhar no inacessível e desvendar os mais íntimos segredos dela. Foi a você que ela ouviu com devoção, o coração bater em suave melodia de amor. Você, finalmente estava ali e trouxe de presente o intraduzível; o inexplicável, que coloriu até o inexpressivo que havia dentro dela. — Você a acalmou, Paz!

Ela lhe descobriu, assim como se descobre um novo caminho quando se está na metade do primeiro. Você despertou nela algo sublime e nobre, como vejo em poucos. Sua vontade de viver o seu amor, não como ela gostaria, mas como ele pode ser vivido, de forma plena, altruísta, apaixonada e apaixonante. Sem rima, sem métrica e sem uma seta, assim ela vai trilhando o seu caminho. — Você a acalmou, Paz!

Ela experimentou a vida com um sabor diferente. Acumulou algumas experiências, talvez incompletas, mas repletas de verdade e simbologias que carrega dentro de si. Graças a você, hoje ela é muito mais forte do que ontem, apesar das insídias da vida. Há dentro do seu ser uma paixão pelo intangível, e tudo decorre da sua íntima vontade de ser feliz. — Você a acalmou, Paz!

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Expectativas e Inquietações

Tenho uma bússola desordenada dentro do peito, que me guia e me faz ir além do infinito da palavra, para descobrir territórios ainda não explorados pelos seus inúmeros significados.

Penso sobre minhas expectativas e inquietações, porque delas, eu mesma sei. Ou talvez não. Falo de culpas e desculpas, sem culpa. Cultivo estranhezas e preocupações tão inúteis quanto nadar contra a minha própria correnteza emocional – o conflito é certo e o esforço desgastante. Mas, confesso que estou aprendendo a ser fluida; a não entortar um músculo sequer, medindo forças com os pesos que adornam a minha própria personalidade. É melhor saber de si, em silêncio, quando ninguém mais sabe. É melhor reconhecer seus avessos e dominar-se, antes que uma pessoa qualquer, assuma o comando e faça.

Eu também cultivo pedras. Outro hábito estranho adquirido nos primeiros tropeços. Tropeçando eu descobri que a vida é uma enorme pedra que, por intuição, lapidamos todos os dias até transformá-la em arte. E por fruição, somos convencidos por ela, a experimentar doces sensações que insinuam aquilo que talvez seja a tal da felicidade. Se a vida é pedra, a felicidade é líquida. E escorre entre os dedos, logo na primeira tentativa. Pois é… além de cultivar pedras, eu falo de discordâncias.

Escrevo por insistência, porque não aprendi calar o verbo; dobrar sentimentos; aguardar sonhos. Escrevo sobre o que me norteia e desnorteia, por algum motivo. Questiono sobre as coisas que continuam, enquanto eu, pequena demais para a imensidão do mundo, paraliso. Ou grande demais para caber em um único sentimento, transbordo. Evito pesos, além do meu próprio peso. E quando peso demais e me afogo nos meus medos, eu me desafogo é no riso.

Sim, eu sou feita de expectativas e inquietações. Sou um ponto de interrogação bem no meio da dúvida. E se voo por aí, incerta, é por que preciso das certezas para poder pousar e ficar. Ficar bem… Claro que ficaria tudo bem. Ficaria se não houvesse aquela compulsão imensa por mais e sempre mais. Se a ausência da expectativa pela próxima vez se fizesse presente. Se tudo fosse mais previsível e menos qualquer coisa. Mas por se tratar da vida, então nunca sabe-se ao certo o que esperar.

Universalize seu pensamento!

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Vale sonhar, fazer e acontecer

Estive pensando sobre a vida esses dias. Sobre a maneira que a vivemos e resgatei um amontoado de ensinamentos.

Vejo pessoas reclamando por todos os lados. Vejo muitos sonhos, muitas vontades, muitos anseios. Vejo tanta coisa… Mas vejo também, pouca atitude para mudar, para realizar, para viver realmente como se quer viver.

Vale o tempo da conquista? Da conversa de horas e horas, seja na calçada de casa ou em um bate-papo virtual?  Vale uma noite sem dormir por um amigo, família, por um amor e/ou por amor? Vale tentar o novo? Aguentar certas barras por alguma razão maior? Ou talvez, engolir alguns sapos? Vale o passo demorado pra apreciar a paisagem?

Posso não saber suas respostas, mas sei de mim que responderia sim para todos esses questionamentos. Vale sim! Vale muito, inclusive vale sentar e ficar mais um pouco para conversarmos das nossas amenidades que trazem os nossos sonhos pra brincar e enxergar a vida com os olhos da alma.

Vale ser feliz. Vale ter ousadia. Ser autêntico. Ser corajoso, ainda que assim enfrente os seus maiores medos.

O que não vale é brincar de pique-esconde com os sorrisos por causa de orgulho. Impor limites para as situações, para as escolhas e para as pessoas. Prostrar-se, desanuviando diante a vida e não mais levantar. Estender uma briga, só pra terminá-la com o gostinho da razão. Fazer da insônia prato de todas as noites por coisas e pessoas que não dedicarão uma hora sequer por você.

É preciso força para seguir, é preciso estar bem com nós mesmos, para posteriormente realizarmos todo e grande sonho que se pode sonhar.

Vale olhar no espelho e ver através e além dos percalços e lembrar que podemos ser melhores. Que não somos tão ruins quanto os ventos que querem muitas vezes, nos fazer desacreditar do quão magnífico e edificante é sonhar.

Vale a vida pela vida, o sorriso pelo sorriso, o sacrifício por um bem maior. Vale a lágrima. Vale a luta. Vale até mesmo a derrota. Só não vale sermos desonestos com nós mesmos a ponto de ignorarmos e evitarmos o que nos faz bem.

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Permita-se ir além do que se vê

Olho ao meu redor dentro de mim. Portas abrem e fecham. Pensamentos entram e saem. E nem mesmo o alerta indicando o fechamento automático destas portas é capaz de interromper a viagem persistente dos meus olhos.

Enquanto isso, o trem desliza sobre os trilhos, vou vivendo uma verdadeira revolução interna. Meus pensamentos voam sem destino certo, enquanto eu me perco observando o que existe além de mim. Estou usando a sensibilidade que me toma por completo neste exato momento. Já a minha razão, um pouco ácida, amanheceu mastigando uma descrença irrefutável e totalmente indisposta às contestações. Tenta me convencer, a qualquer preço, alegando que temos motivos suficientes para abandonar algumas crenças. Contudo, meus olhos continuam atentos e incansáveis em busca de oportunidades, aquelas que ninguém vê ou apenas inconscientemente finge que não, pelo árduo fato de estar passando por frequências ruins.

Percebo que se permitir tem muito mais a ver com deixar as mãos abertas quando a decepção tenta nos dominar do que sair a tomar decisões precipitadas e fazer tudo que rege o impulso. Consequentemente, fechando-se para uma nova ótica de percepção.

Entendo que deixar os ouvidos abertos para o mundo significa dar-se a oportunidade de mudar de opinião, e que permitir-se é a forma mais deliciosa de pertencer ao mundo. É o que movimenta a vontade de ir além do alcance dos nossos olhos. É isso que, talvez, a razão não enxergue. Quando tudo parece ter perdido o sentido, são os nossos olhos que encontram a poesia que em algum momento vai nos resgatar.

A vida continua bem a nossa porta oferecendo mil e uma frutas, doces e sabores. Permita-se às doçuras da vida. E quanto aos amargos… Pode ser que o tempo, cansado de tanto insistir, um dia os leve pra longe daqui.

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Aonde nossos pés alcançam

Demorou algum tempo para que eu pudesse compreender a sutil diferença entre doar e receber. Ainda penso sobre as estranhezas da vida e o seu jeito de fazer as coisas acontecerem, lembrei-me daquele tempo em que esperava ser amada porque julgava que merecia.

Demorou algum tempo para que eu pudesse entender esses intervalos de tempo em que o amor se faz presente. Demorou algum tempo para que eu pudesse enxergar do lado de dentro todo amor que eu supunha existir somente do lado de fora.  Às vezes demora mesmo… Esses arbustos devem ser podados e as flores de esperança plantadas até que o amor brote no lado de dentro, na alma da gente. Isso demanda tempo e sabedoria.

A sua presença só se faz pelo caminho do bem. E sua essência é tão generosa que nos convoca à generosidade. Mas a vida, na sua estranha complexidade, divide os momentos, mistura os sentimentos e nos faz perceber a pulso o seu real sentido e as suas verdadeiras intenções.

Hoje, compreendo nesse misto de estranheza e complexidade, que a vida estava apenas tentando me ensinar o significado de transformação! Essa mutabilidade, esse movimento é que nos faz caminhar e chegar àquele lugar aonde nossos pés alcançam.

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Sons do coração

Escrever é uma forma de eternizar aquilo que se acha bonito, doce e até mesmo alguns desalentos que nos fazem relembrar do quanto tudo na vida é superável.

É dar vazão a um eu diferente ou talvez igual.

É aquela conversa particular que traz a tona tudo que você fecha os olhos para não ver, mas ainda assim seu coração insiste em te mostrar, da forma mais sublime, incrivelmente única, desvendando os sinuosos caminhos do seu interior.

Escrever é transfundir para as letras o que acontece, o que se sonha ou só o que se quer transfundir.

O céu da vida, quando escrito e lido ainda é mais extenso que o céu real.

Nem toda pele que aqui se desnuda é a pele que você acha que vê.

Os sons do coração que aqui ressoam, ás vezes podem ser só sons de um querer que não possui proprietário ou que grita representando os corações que o lê.

Escrever é viajar, sem barreiras, nas calçadas largas do coração.

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Sobre Crescer

Crescer é algo que requer um quê de silêncio do mundo. Sacrifícios, ás vezes, são necessários, mas nunca ficaram, nem ficarão sem recompensa.

 Vivia um dilema com o mundo e principalmente com o meu eu. Um debate constante entre o pensar e o agir. Entre o fazer e o que irão pensar se eu fizer.  A luta era acirrada e os meus próprios pensamentos confrontavam entre si. Pra cada gosto musical criticado, ouvia uma nova banda. Pra cada livro considerado medíocre já lido, outros, de autores novos, foram adquiridos. Pra cada pensamento “pequeno” em mim destacado, a procura de “como deveria ser” foi aguçada. De vez em quando ouvia os passos da minha própria sombra e debatia com ela sobre a subjetividade desta metamorfose quase oculta, quase não vista, mas eu comecei a vê-la e foi aí que fiz o melhor que poderia por tudo que não foi: Revi meus conceitos.

O resultado disso tudo não veio de imediato, foram preciso encontros assíduos com o meu eu. A transformação passou a vir em cada amanhecer que presencio com um olhar diferente. Chegou a partir do incomodo pelo desejo da mudança e no quase angustiante desejo de acertar.

Naquele dia eu aprendi sobre o que era crescer.  Aprendi que eu poderia ser muita coisa. Poderia ser o que eu quisesse ser. Mas ainda assim algo exclamou dentro de mim — Ouça menina — Não use todas as suas gotas em poços que você não sabe ainda se serão algo mais além do que só poço raso. Seja oceano, mas seja também, ás vezes, só copo d’água.

Naquele dia comecei a me subdividir.  Encontrei as cores e suas formas através daquela metamorfose que nem de longe era mais oculta. Passei a ser arco-íris, mas agora, usava a cor devida para cada lugar. 

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Reticências do viver

É que a vida é feita de surpresas onde sua missão será seu maior ato de coragem. É que se aprende com o tempo que a felicidade vibra na frequência das coisas mais simples. Vai muito além do apenas existir. Alguns momentos podem durar tão pouco e ficar na sua memória por muito tempo, algumas pessoas podem passar tão rapidamente em sua vida como um sopro e ser considerada infinita em seu coração. Imagino um dia em que todas as pessoas tomassem consciência que a felicidade mora logo ao lado, bem mais perto do que imaginamos estar. Que a sentisse nem que seja só por um segundo, para ter a oportunidade de viver o que realmente deseja e acreditar que sonhos não são bobagens. Em algumas das vezes você perceberá que as aparências enganam e você pode sofrer muito com isso, e pode crer o quão a vida é verdadeira contigo e te mostrar o que é valido ou não permanecer nela. O tempo é uma coisa que não permite voltar a trás, então só se arrependa do que você não fez, aproveite cada instante da vida pra ficar guardado eternamente em sua memória e principalmente em seu coração.

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Sobre o que reside em nós

Aquele foi o momento em que brotou em sua alma o desejo de ver tudo no seu devido lugar. Era a hora de costurar retalhos de lembranças com fios de sabedoria. Fios que tecem o entendimento e transformam a vida em algo fácil de conduzir. Havia ali, naquele instante do desejo, a oportunidade de varrer da memória os desafetos, os desencontros e todo o desconforto que carregou durante todo esse tempo que permaneceu em silêncio, ouvindo apenas a voz sutil dos seus próprios sentimentos. Eles que pareciam tão confusos e, simultaneamente, tão sublimes. Tampouco, sabia o destino que daria a eles. Mas compreendia que eles eram a parte viva dessa história… Ainda assim, em meio à compreensão, havia certa dificuldade em estabelecer uma conexão entre o que sentia e o que vivia. Resolveu mergulhar na correnteza das emoções experimentadas. Olhou para dentro de si e concluiu que lá reinava todos os seus pensamentos mais convictos e jamais vistos antes daquela forma: Ali, entre um intervalo e outro, na pausa dos sentimentos, na divisão dos momentos, conseguia identificar fragmentos do amor verdadeiro. Àquele que é a essência íntima de todas as coisas, de toda explosão de infinitos que corria em sua veia; que resiste a imensidão do tempo; que espanta o medo das incertezas; que nos convoca ao poder supremo da entrega e faz a vida valer a pena. Esse amor realmente existe! … Ele vive!

Universalize seu pensamento!

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