Crescer é algo que requer um quê de silêncio do mundo. Sacrifícios, ás vezes, são necessários, mas nunca ficaram, nem ficarão sem recompensa.

 Vivia um dilema com o mundo e principalmente com o meu eu. Um debate constante entre o pensar e o agir. Entre o fazer e o que irão pensar se eu fizer.  A luta era acirrada e os meus próprios pensamentos confrontavam entre si. Pra cada gosto musical criticado, ouvia uma nova banda. Pra cada livro considerado medíocre já lido, outros, de autores novos, foram adquiridos. Pra cada pensamento “pequeno” em mim destacado, a procura de “como deveria ser” foi aguçada. De vez em quando ouvia os passos da minha própria sombra e debatia com ela sobre a subjetividade desta metamorfose quase oculta, quase não vista, mas eu comecei a vê-la e foi aí que fiz o melhor que poderia por tudo que não foi: Revi meus conceitos.

O resultado disso tudo não veio de imediato, foram preciso encontros assíduos com o meu eu. A transformação passou a vir em cada amanhecer que presencio com um olhar diferente. Chegou a partir do incomodo pelo desejo da mudança e no quase angustiante desejo de acertar.

Naquele dia eu aprendi sobre o que era crescer.  Aprendi que eu poderia ser muita coisa. Poderia ser o que eu quisesse ser. Mas ainda assim algo exclamou dentro de mim — Ouça menina — Não use todas as suas gotas em poços que você não sabe ainda se serão algo mais além do que só poço raso. Seja oceano, mas seja também, ás vezes, só copo d’água.

Naquele dia comecei a me subdividir.  Encontrei as cores e suas formas através daquela metamorfose que nem de longe era mais oculta. Passei a ser arco-íris, mas agora, usava a cor devida para cada lugar. 

Universalize seu pensamento!

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