Sempre sonhei em ser o meu próprio sol, possuir a autonomia e força que me iluminaria sempre em todas as ocasiões.
O véu que cobria a minha face fora arrancada com o tempo, fiquei com os olhos totalmente despidos e me senti como uma criança que acaba de nascer em busca do fôlego da vida.
Onde foi parar o meu céu colorido que um dia pintei em um papel qualquer, acreditando que um dia poderia falar com as nuvens?. Ah! quanta inocência a minha, de achar que tudo era fantasia, que todas as pessoas eram boas e honestas, que com um piscar dos olhos poderia viajar para um mundo encantado onde as árvores eram feitas de algodão doce.
O “tempo” fugiu com o meu véu em suas mãos, tentei recuperá-lo,fingir que coisas más, que pessoas más, que más situações não são tão más assim! Me enganei! Me senti desamparada, e mais uma vez a percepção me veio a tona de que o ser humano é tão “putrefato”.
Sinto saudades de mim e da minha inocência, éramos tão felizes, não havia falsidades, desânimos, percepções tão complexas.
Volta pra mim meu eu inocente, que foi raptado pelo tempo, uma vez corrompida, jamais poderei ser inocente novamente, como afirma Rousseau, o homem nasce bom e a sociedade o corrompe.

By: Veraneio

Enviado por Ana

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