“Respire. Huuuuuuuuuuuuuuuuuuuumff.”
Foi esse o conselho que ele me deu naquele dia de tantos bolos no estômago. Me disse pra respirar como quem manda o filho “comer pra crescer”. Me disse ”respire” como se eu já não fizesse isso o tempo inteiro.
Havia um quê de maluquice compulsiva naquela afeto sem explicação. Ele me dizia: “Guarde sua intensidade para as coisas que realmente precisam ou merecem”.
Respirei.
Aprendi.
Quando ele voltou eu estava ocupada demais respirando e perdendo a respiração com outro, pra ver. Desculpe.
E naquele dia em que um suspiro foi mais importante que  meus pulmões inteiros eu entendi e aprendi: Não adianta ter pressa. As coisas vêm no momento exato de vir, você sabendo esperar por elas ou não.
Respirei, Suspirei. Inalei o cheiro da vida e entendi que amor as vezes tem cheiro de 1818, perfume floratta, ansiedade, paciência, tem cheiro da construção do passo a passo. Aprendi que o amor tem cheiro de vida.
Respirei. Inalei. Superei. Amei. A mim.