Chega um momento aonde o óbvio vem à tona, e percebemos que em meio às controvérsias da vida, pessoas que “passam” não são esquecidas, pelo contrário, ficam guardadas, guardadas na mais doce lembrança, ou na mais bela ferida. E amigos não me convencem quando dizem que se esqueceram das pessoas que passaram por eles, pois eu sou prova viva de que não é tão simples assim, basta um perfume, um lugar, um número, uma data ou até mesmo um sonho, e percebo que não esqueci de maneira alguma. Acredito que as pessoas que amamos, se tornam parte de nós, que caminham por aí. É como se houvesse um laço invisível, que será sempre eterno (felizmente ou não), por isso não dizemos “adeus”, pois sempre temos em nós a sensação de que deixamos algo para trás. A única escolha que nos resta é nos acostumar. Nós acostumamos com a ausência, mas não deixamos de gostar. O tempo não cura nada, é como se jogasse a sujeira para baixo do tapete, a saudade é massacrante e inevitável. Sei que perdi muitas pessoas, que se envaideceram pelo tempo, talvez seja sempre assim. Só sei que eu guardo lições de cada uma delas, principalmente as que levarei por toda a minha vida. Afinal, estamos aqui para aprender o valor das coisas, mesmo que isso aconteça tarde demais.