Eu era mais uma na multidão que procurava saber quem era de verdade, pois, não compreendo ainda quem sou, mas estou a procura de mim.
O desencontro dentro de mim é inevitável, tinha medo de ter nascido; Logo eu, que enfrento a vida com tanta coragem… Parada aqui em frente à janela peço constantemente um pouco de mim, e o meu coração sarcástico rir. Pode não parecer mais eu desprezo o resto do mundo.
Eu observo todas essas pessoas ali em baixo, podem ter vivido por algum tempo, duvido que já pensaram em algo profundo.
Estou aqui, em busca de respostas, mas em certos momentos nem eu gostaria de saber certas coisas sobre mim, talvez isso me amedronte demais. Sinto como se houvesse um ser dentro de mim, esse ser que vive dentro de mim é ausente por fora, e só o vejo através de um lápis e um papel, quando escrevo é que vejo o que apenas sinto e é nos momentos inoportunos que sempre nos encontramos, exatamente como agora… [Silêncio]
[…] É preciso que eu me cale por instantes e que eu feche meus olhos para que tudo o que eu não sou exteriormente desapareça para dar lugar ou ser invisível que sou. É como se houvesse uma gerra por dentro, uma hora a batalha acaba, mas outra, se inicia. Algumas explosões, alguns tiros, alguns feridos. Algumas perdas, algumas vitórias… Mas, nunca um fim.
Ah, e eu ainda procuro um amor, mas o amor que eu procuro é diferente dos “eus”. Quero um amor de você dentro de mim…