As vezes o silêncio sincero é a resposta mais perfeita que se pode dar, as vezes o silêncio fala e diz que aquilo que se viu ou ouviu foi bom, profundo, que se guardou e se transformou em algo indizível, invisível. Indizível porque ali estava tudo dito. As vezes precisamos calar para guardar, o silêncio é uma catedral. Guarda as pinturas nos afrescos da boca… Digo, no céu da boca, guarda as palavras no alto, lá no céu, para serem sintetizadas em sentimento. As vezes o silêncio nos faz voltar a um momento só nosso, aquele quando não sabíamos proferir e observávamos e não tínhamos aprendido a falar antes de pensar. Silencie, às vezes, com cautela.
Lembre-se silêncio não é omissão! – mas silencie de você, para você, para se entender, para desentender, para mudar, para continuar. Silencie e encontre algo no fundo do espírito, uma chama que aumenta e diminui dentro de você, se encontre num lugar onde a menor palavra é arriscada, silencie para se encontrar… com seu eu.