Tão pequena diante a imensidão, procuro mergulhar no abismo da existência, não para compreender tudo. Afinal, não quero perfeições, não quero palavras bonitas. Não quero o que não posso, não quero que me desmonte. Sou composta por peças pequenas, que se enroscam em minha mente. Sou pequena, sou poeta, sou atriz. Sou o que eu quero, sou o que posso ser, sou ignorância, sou abundância. Só quero amar, só quero aprender olhando nos olhos, olhando na brecha da porta querendo ver meu futuro.
No copo d’água espremo minhas lágrimas, e no teto penduro meus sonhos, jogo no lixo as mágoas, e recolho do lixo as lembranças.
Gosto do vento do mar, gosto de contar estrelas, gosto de variáveis sabores, mas não gosto de frutas cítricas. Não tenho cor própria, sou de lata.
Formaram-me com os primeiros desejos, sou a primeira filha. Sou criança nos olhos dos meus pais, e adulto nos olhos dos animais. Não tenho veneno, não tenho dinheiro. Nem sempre faço tudo que tenho vontade, mas falo doces palavras.
Entendo os piores assuntos, e esqueço-me de determinados trabalhos. Digo-lhe, não sou um robô, sou uma atriz e minha platéia ainda não aplaudiu meu espetáculo.
Meu show é meu destino, meu show vive comigo, meu show se chama CORAGEM.