O amor é a alquimia dos sentimentos; é o ápice da construção das constituições neuronais, definidas por similaridades e peculiaridades passadas e presentes (e essa regra independe de sexo,idade, crédulo ou raça). Ele é personificado e destinado no demonstrar ou sentir. Ou ambos ao mesmo tempo. Sim, porque nem sempre quem demonstra, ama e nem sempre quem, ama demonstra.

E se o amor deixa burro ou deixa cego, como muitos creem ou querem crer, para manter uma pose boêmia ou poética, eu os pergunto: se o amor fosse cego, a paixão das nossas mães não nos sufocaria? Ou se amor é cego, e Deus para quem crê, é todo misericordioso e puro amor, como ele faria: construiria tudo que ele fez. Ele nos faria escravos como a paixão faz com tantos corações. Para mim, a paixão existe por dois propósitos: descobrir a si mesmo, combinar e definir, aprender o significado ao extremo do que é auto controle, e como o elixir do amor, para que a razão se sobressaia, e ai sim, o amor surja. Uma dose de loucura de um e a serenidade do outro se faz necessário. Os sentimentos momentâneos, com pólos diferentes, se atraem, complementam, como um tipo de magnetismo fluente. Se quem sente não luta contra ele, mas o absorve, assimila e compartilha. Equilíbrio, este terá sempre que ser reavaliado por ambos: marido e mulher, pais e filhos, irmãos e enteados, amigos e conhecidos para um momento, um dia, uma hora que será perceptivamente sentida, e por fim, reconhecida. Que a união de um para com o outro não é um simples acaso, uma coisa banal.